
Em 2018, as cinco maiores instituições financeiras do Brasil — Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa — fecharam o ano com cerca de R$ 18,7 bilhões em bens retomados como garantia de empréstimos inadimplentes, sendo cerca de 90% desse valor composto por imóveis. Esse estoque sofreu um salto de 32,3% no ano e aumentou 78% em dois anos. A dificuldade de vender esses imóveis decorre da fraqueza econômica e dos riscos de impacto no setor: liquidar muitos ativos de uma vez pode prejudicar a recuperação das incorporadoras, como MRV e Cyrela, que juntas acumulavam R$ 13,1 bilhões em estoques.
Para driblar o problema, o Bradesco firmou parceria com a gestora Ulbrex Capital, criando fundos do tipo pacote para reformar, manter e relançar unidades, sobretudo residenciais entre R$ 200 mil e R$ 400 mil, inclusive em cidades como Manaus, Limeira e Mogi das Cruzes. Em pouco mais de um ano, mais de 40% desses imóveis foram vendidos.
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