Fundos de distressed surfam alta da inadimplência e multiplica oportunidades

Em meio à alta histórica da inadimplência — com 77,1 milhões de consumidores e 7,7 milhões de CNPJs negativados em maio — e ao crescimento dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio, os fundos de distressed assets (ativos estressados) têm prosperado no Brasil, abrindo extensas oportunidades de alocação.

Executivos, como Matheus Matos (MA7 negócios), apontam que o reforço nas Provisões para Devedores Duvidosos (PDDs) nos bancos, aliado à necessidade de migrar esses créditos, favorece a compra com deságios atraentes. Já a gestora Iox, com seu fundo NPL de R$ 100 milhões, prevê dobrar de tamanho até o início de 2026, diante da demanda crescente — especialmente no setor agro —, e relata que “surgem oportunidades de inclusão no portfólio praticamente o tempo todo”.

Na Strategi, apesar da presença forte de pedidos de recuperação judicial em soja, café e gado, o portfólio diversificado da gestora reduz a vulnerabilidade setorial. Seus sócios destacam que buscam empresas com plano claro de recuperação e priorizam retornos que iniciam com liquidez e estruturação jurídica robusta. A casa acredita que os resultados devem se consolidar em médio prazo (dois a três anos), diante de ciclos de recuperação mais longos.

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